DISCURSO DE ÓDIO E A ESPERANÇA PERFORMATIVA FEMINISTA: a indissociabilidade entre classe, raça e gênero

Autores

  • Bruna Melgarejo UniRitter
  • Hanna Rossi Roehe Uniritter

DOI:

https://doi.org/10.58238/igal.v1i2.32

Palavras-chave:

Discurso de ódio. Violências. Movimentos feministas. Performatividade. Linguagem.

Resumo

O presente artigo tem como escopo a análise da liberdade de expressão em um contexto virtual, que envolve manifestações virtuais voltadas ao gênero, e como esses discursos apontam para a necessidade de uma reconstrução dos espaços de discussões, inclusive dentro de um mesmo movimento ou coletivo feminista. A partir do marco referencial de Judith  Butler sobre os atos de fala performativos, os quais demonstram que a linguagem tem sua própria forma de violência, analisa-se algumas manifestações nas redes sociais que fizeram uso da linguagem violenta e de discursos de ódio, os quais demonstram a e a ausência de um espaço democrático nos próprios movimentos e na luta feminista, que em certa medida, não acolhe as diferentes pautas e reivindicações. Pode-se compreender a internet e as redes sociais como uma poderosa ferramenta de união e de denúncias aos atos odiosos influenciados pela lógica (hetero)patriarcal, racista e capitalista, mas também como um difusor dessa mesma lógica. Assim, importante estarmos comprometidas  (re)construção de um espaço democrático dentro dos movimentos feministas.

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Publicado

2023-06-02

Como Citar

Melgarejo, B., & Rossi Roehe, H. (2023). DISCURSO DE ÓDIO E A ESPERANÇA PERFORMATIVA FEMINISTA: a indissociabilidade entre classe, raça e gênero. Revista IusG´énero América Latina, 1(2), 98–110. https://doi.org/10.58238/igal.v1i2.32

Edição

Seção

Articles